
É comum os jovens ouvirem de seus professores que devem manter seus telefones celulares desligados enquanto estiverem na sala de aula. Afinal, celular serve para conversar, para distrair o aluno, portanto, não pode estar ligado durante as atividades na classe. Depois de anos procurando incorporar os computadores nas atividades de ensino, e ainda sem se ter exatamente um resultado que possa ser considerado satisfatório, os professores e educadores se vêem diante de novo desafio: os celulares tornaram-se a paixão dos jovens.
Recente pesquisa da Universidade de Navarra, Espanha, patrocinada pela Telefónica, apresenta resultados muito claros em relação ao uso dos celulares pelas crianças e adolescentes da América Latina: nada menos que 82% dos entrevistados afirmaram possuir um telefone celular.
Experiências recentes com dispositivos móveis revelam justamente essa preocupação: como integrar os alunos em seu espaço urbano, fazendo justamente uso das tecnologias móveis? Nas pesquisas do Mobile Lab – MIT, celulares e outros dispositivos móveis auxiliam os alunos a fazer um uso inteligente do espaço em que circulam, para que possam integrar seus hábitos e atitudes num coletivo inteligente, que pensa a favor do lugar em que vive. De exemplos que vão da redefinição dos pontos de ônibus, como terminais digitais, até o tagueamento de lugares históricos, um número enorme de possibilidades se abre com o uso dos dispositivos móveis para a educação.
Enquanto nos preocupamos em dar acesso à Internet aos nossos jovens, essas pesquisas apontam para como reinserir os jovens nos problemas do espaço urbano via redes de comunicação.
Esse é o tema central da Conferência Inteligência Coletiva e tecnologias móveis de comunicação: uma nova fronteira para os processos de ensino-aprendizagem do Prof. Dr. Rogério da Costa Santos, que será ministrada no 2º Congresso de Tecnologia Educacional Aplicada à Sala de Aula, de 2 a 4 de junho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Rogério é professor do programa de pós-graduação e semiótica e do departamento de ciência da computação da PUC-SP, doutor em filosofia pela Universidade de Paris IV/Sorbonne e engenheiro de sistemas e computação pela UERJ. Dirige atualmente o Laboratório de Inteligência Coletiva – LInC (www.linc.org.br), prestando consultoria para diversas empresas, bem como para o terceiro setor e governo. É pesquisador do CNPq, integra o grupo de pesquisadores do projeto Collective Intelligence, dirigido por Pierre Lévy e promovido pela Universidade de Ottawa (Canadá).
Mais informações sobre outras conferências e palestras no site do Congresso www.congressotecnoeducacional.com.br