CONTATO     |     OPORTUNIDADES     |   SIGA A INTERDIDÁTICA:    

 
Frontpage Slideshow (version 2.0.0) - Copyright © 2006-2008 by JoomlaWorks

Definir calendário escolar na Copa pode ferir Constituição, diz Haddad

Proposta pode ferir autonomia dos estados, que definem datas, diz ministro.
Lei Geral estabelece que escolas estabeleçam férias durante o Mundial.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (14) que a proposta do relator da Lei Geral da Copa na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), de alterar o calendário escolar de 2014 pode ferir a autonomia dos estados, que têm liberdade para definir os dias de aulas.

O deputado apresentou mudanças ao relatório final da Lei Geral nesta terça (13). A proposta é de que as escolas públicas e privadas estabeleçam férias durante o Mundial, que vai durar de 12 de junho a 13 de julho.

O relator chegou a propor que o ano letivo começasse no dia 20 de janeiro de 2014 e as férias do meio de ano fossem de 11 de junho a 21 de julho, para que o período mínimo de dias de aula não fosse prejudicado.

"Estamos estudando a Constituição para saber se fere o princípio de autonomia dos estados. Penso que talvez seja desnecessário, não precise estar na lei. Uma mera recomendação do CNE [Conselho Nacional de Educação] seria suficiente", afirmou Haddad durante evento para premiar iniciativas de professores.

O ministro disse ainda que não está preocupado com a questão, pois as escolas estão acostumadas a suspender aulas em dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo.

Haddad afirmou que o governo está estudando também sugestões ao parecer do deputado Ângelo Vanhoni (PT -PR), relator do Plano Nacional de Educação. De acordo com o texto do relator, a União teria que gastar 8% do PIB em investimentos públicos totais em educação.

Alguns deputados e representantes da sociedade civil pedem pelo menos 10% em investimento direto para que o governo não possa incluir na conta gastos que não beneficiam diretamente os alunos, como pagamento de aposentadoria de professores.

"Há avanços em relação ao texto original [que reservava 7% do PIB para o setor], mas estamos fazendo retoques de questões conceituais. Também está em negociação e tem sido feitas reuniões com a área econômica [ do governo]", disse Haddad.

Prefeitura de São Paulo

O ministro participou nesta manhã da entrega do Prêmio Professor do Brasil em clima de despedida. Haddad é pré-candidato a prefeitura de São Paulo e afirmou que deve deixar o ministério em janeiro de 2012 para se dedicar à campanha.

Em seu discurso no prêmio, ele disse acreditar que seu período de oito anos à frente do ministério ficará conhecido como "o despertar da educação".

"Estou deixando o Ministério da Educação nas próximas semanas e posso dizer a vocês que foi a fase mais gratificante da minha vida verificar esse despertar dos não educadores, dos que têm outras profissões e atuam em outras aéreas", disse, referindo-se ao interesse que prefeitos e outros gestores passaram a ter pelas escolas.

"Vamos em algum momento num futuro próximo olhar para esse período e reconhecer nele o despertar", completou.

G1 Educação