O ministro Fernando Haddad (Educação) discursou pela primeira vez nesta quarta-feira (14) em tom de despedida e afirmou que deixará a pasta "nas próximas semanas".
Haddad será o candidato do PT nas eleições do próximo ano para a Prefeitura de São Paulo.
O ministro participou hoje da entrega do Prêmio Professores do Brasil, na sede do Ministério da Educação, em Brasília. Em seu discurso, disse que o período em que permaneceu no ministério foi o mais gratificante da sua vida.
"Estou há oito anos no MEC e estou deixando nas próximas semanas", disse o ministro após entrar todos os prêmios. Antes de ser nomeado titular da pasta, em julho de 2005, Haddad também ocupou o cargo de secretário-executivo do ministério.
"Posso dizer a vocês que foi a fase mais gratificante da minha vida verificar esse despertar, não só dos educadores que sempre valorizaram a sua profissão, mas o despertar dos não educadores, que têm outras profissões", afirmou o ministro, que ressaltou que esse "despertar" da nação é um requisito para o desenvolvimento.
Questionado após o evento sobre quando deixará o ministério, Haddad voltou a dizer que ainda não tem uma data definida e que sua saída depende da presidente Dilma Rousseff.
"Não tenho a data, mas estou trabalhando com o mês de janeiro. Sempre lembrando que estou, e já disse isso ao partido, subordinado a uma decisão da presidenta. Vou respeitar o calendário que ela estabelecer", disse o ministro, que também ressaltou que sua saída não deve ser na primeira quinzena do mês.
Haddad também comentou os resultados da pesquisa Datafolha divulgada pela Folha no domingo, no qual aparece de 3% a 4% das intenções de voto --dependendo do cenário. O ministro afirma que a pesquisa aponta a existência de "sentimento de mudança" na capital paulista.
"O que podemos deduzir da pesquisa nesse momento? Que os candidatos são pouco conhecidos, a maioria dele tem menos de 10% da intenção de voto. O que se desprende dessa pesquisa? Que há um sentimento de mudança na cidade. É uma fotografia, pode se alterar ao longo do ano que vem, mas nesse momento tudo indica que há um sentimento pela mudança", disse.
O ministro evitou comentar a forte influência do ex-presidente Lula no eleitorado --48% disseram que podem escolher um candidato indicado pelo ex-presidente-- e comparações com a eleição de Dilma no ano passado.
"Vamos apresentar um programa de governo, com o nosso cabo eleitora, sintonizado com esse sentimento de mudança", respondeu o ministro, ironizando as perguntas de jornalistas sobre a influência de Lula.
Folha de SP






