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Alunos do programa Ciência sem Fronteiras reclamam de burocracia para a retirada do visto dos EUA

Os alunos que foram nesta segunda-feira (19) ao mutirão realizado pela Embaixada dos Estados Unidos para agilizar a emissão dos vistos reclamaram da burocracia para a retirada da documentação. O órgão faz uma força-tarefa até o dia 23 de dezembro para tentar acelerar o processo de 630 estudantes que integram o primeiro grupo do programa Ciência sem Fronteiras.

“Foi bem enrolado e bem burocrático o processo, mas vendo o pessoal aqui agora, foi bom. Eu também vi muita gente que não conseguiu ser selecionado, e estavam na mesma posição que eu. A gente já embarca em janeiro, então o tempo curto dificultou tudo”, diz Nathália Vieira Fernandes, estudante de engenharia química, selecionada pelo programa.

“A gente teve que correr bastante atrás, porque é tudo muito urgente. Mandavam um e-mail para nós e, em dois dias, a gente tinha que conseguir as coisas. Explicavam que o processo é mesmo muito demorado, normalmente as pessoas levam um ano para fazer tudo isso, e fizeram o nosso em três meses”, afirma Luan Fontanella, 20, aluno de engenharia mecânica.

Os alunos selecionados farão a chamada graduação “sanduíche”, permanecendo um ano da graduação fora do país. Mais da metade dos selecionados embarcam agora em janeiro de 2012. Para Eduardo Henrique Schmidt, 19, estudante de engenharia mecânica, essa burocracia se deve à “estreia” do programa, mas afirma que deve melhorar nos próximos anos. “A gente até releva a burocracia, porque eles mesmos diziam que era um teste, como sendo o primeiro programa, mas foi realmente bastante corrido. Mas não tenho do que reclamar, vou ficar em Michigan um ano”, conta o estudante.

A mesma expectativa é vivida por Gabriel Nascimento Oliveira, 20, estudante de engenharia da computação, que deseja se especializar e adquirir mais experiência, tanto profissional quanto pessoal. “Foi um pouco corrido, mas dá tudo certo no final. Espero adquirir muito conhecimento com uma visão diferente das que a gente tem nas universidades daqui”, afirma.

“O que demora de seis meses a um ano é a seleção feita pela universidade americana. Depois disso, entra a parte do visto - visto de estudante é agendado em até quatro dias. No programa, o que foi acelerado foi a primeira parte, em função da agilidade. O processo foi acelerado, cada instituição fez um processo do trabalho. Mas aqui dentro do consulado foi um procedimento normal que seguiram”, diz Marcos Hyrata, assessor para educação e intercâmbios do Consulado Geral Americano.

Fonte: UOL Educação