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Sala de aula multimídia motiva alunos
Os estudantes do Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida (Consa), de São Paulo, frequentam as aulas com mais entusiasmo. Desde o início deste ano as turmas do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio desfrutam de “Salas Multimídia” com computadores conectados à rede e televisores LCD.
Os recursos implementados auxiliam os professores com novas maneiras de ensinar garantindo a atenção e interação dos jovens. “Neste ano, a instalação de televisões e notebooks em todas as salas de aula proporcionou ainda mais acesso à informação em classe. Principalmente para nós, alunos do 3º ano do ensino médio, que estamos em fase de vestibular”, conta Carla Réa Labate (foto). “Essa inovação foi muito importante para ampliar o acesso ao que é exigido nos vestibulares e no ENEM, como atualidades e linguagem”, arremata a estudante.

Tecnologia educacional é a tendência mais atual quando o assunto é a escola. E os educadores precisam ser preparados para acompanhar esses avanços virtuais. Preocupada com a qualidade da educação no país, a Interdidática promove eventos voltados para a formação continuada dos professores, viabilizando o acesso às informações mais recentes no campo da tecnologia associada às formas de ensino.
Já que a tecnologia encanta tanto os jovens, nada melhor que utilizá-la como aliada na escola. Foi o que fez o Consa. “É inegável que os atuais recursos dão mais motivação, despertando mais interesse e envolvimento dos alunos”, explica Fabiano Gonçalves, responsável por Tecnologia Educacional do colégio.
Acreditando nos mesmos princípios que a Interdidática, o colégio treinou seus profissionais para melhor aplicarem os recursos tecnológicos. “Tivemos a preocupação em dividir os grupos por áreas para despertar o interesse dos educadores, com exemplos específicos”, disse. “Em 2009, realizamos oficinas com cerca de 12 horas presenciais, trabalhando a prática dos recursos com os professores, utilizando as ferramentas para conhecimento.”
Neste ano, já foram realizadas 4 horas de oficinas focadas para o ensino em sala de aula. “Estão previstas outras 4 horas para o segundo semestre, com abordagens mais profundas e novos elementos, como ambiente virtual vinculado à sala de aula, direcionando o uso, como portifólios, por exemplo”, conta Fabiano. Como metas para o próximo semestre, o Consa pretende falar de planejamento com os educadores e vincular o trabalho a uma metodologia de ensino.
A iniciativa tem como objetivo favorecer a integração entre estudantes e professores no processo de aprendizagem. Fabiano lembra que, numa experiência anterior, com lousas digitais, os docentes apresentaram resistência. “Idealizamos as salas para possibilitar o uso das ferramentas multimídia de forma prática, por meio de equipamentos com os quais professores e estudantes já estão familiarizados, como os televisores, por exemplo”, explica.
“Se uma dúvida ou curiosidade surge durante a aula, logo o professor pode acessar a internet e consultar a informação, compartilhando o conhecimento com todo o grupo”, destaca Gonçalves. O recurso torna o docente um mediador. Além disso, o colégio incentiva o aluno a ser um colaborador, trocando experiências com os colegas e o professor.
Com os meios disponíveis, o estudante se mostra mais interessado e participativo. O velho Power Point, que dispunha de poucos atrativos, ficou de lado. “Notamos um grande aumento no número da produção de vídeos para apresentação dos trabalhos escolares”, conta Fabiano. “São muito ricos, já que os estudantes pesquisam muito mais para compor o trabalho, com leitura de textos, gráficos, imagens, tabelas, etc.”, revela. “Todos têm trilha sonora”, completa o responsável pela área de Tecnologia Educacional.
Em reuniões quinzenais, professores e coordenadores partilham os acontecimentos do dia a dia com as novas salas de aula. “Ainda é cedo para uma medição de aprendizagem”, acredita Gonçalves. Mas uma pesquisa quantitativa dos resultados desse novo recurso está prevista para julho. “Em um ano acredito que será possível medir os resultados de aprendizagem, comparando os diferentes períodos das avaliações”, finaliza Fabiano. |