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O analfabetismo atinge 3 milhões dos quase 8 milhões de trabalhadores rurais

Profissionais defendem a ampliação do número de escolas no campo

O analfabetismo atinge 3 milhões dos quase 8 milhões de trabalhadores rurais do país nesta faixa etária, de acordo com a secretária, Maria Elenice Anastácio, dos Jovens Trabalhadores Rurais da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura). Se forem considerados os habitantes de pequenas cidades que sobrevivem da economia rural, os números podem ser ainda mais alarmantes.

Para Maria Elenice, as condições atuais do ensino obrigam o jovem a escolher entre o estudo e o trabalho. “O interesse em estudar existe. Hoje, o trabalhador dá mais importância ao estudo do que em gerações anteriores, mas quando o aluno chega à 5ª série, dificilmente encontra turmas no meio rural”, afirma Mônica Molina, coordenadora do curso de licenciatura em Educação no Campo da Universidade de Brasília.

Em pesquisa feita em assentamentos de reforma agrária, Molina constatou que, aproximadamente 70% das escolas rurais, são de 1ª a 4 série, enquanto 25% atendem os alunos de 5ª a 8ª e apenas 4% têm turma de ensino médio. A consequência é que poucos alunos vão além dos primeiros anos de escolaridade. Este fator, somado às faltas, repetição de séries, professores despreparados e recursos didáticos escassos, leva ao analfabetismo funcional.

Como solução, Mônica e Maria Elenice defendem a ampliação do número de escolas no campo. "De 2005 a 2007 foram fechadas 8 mil escolas rurais e agora temos que garantir as que já existem", disse Molina.

 
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