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Pesquisa aponta que meninos têm risco 67% maior de ir mal na escola

Meninos são mais “irrequietos” e “hiperativos”

Uma pesquisa realizada, recentemente, aponta que os meninos apresentam um risco de 67% maior de terem baixo desempenho escolar - em vista das meninas. O estudo chamado de Projeto Atenção Brasil (PAB) avaliou 9.149 crianças e adolescentes de 16 estados e 81 cidades brasileiras.

Segundo a pesquisa, feita pelo Instituto Glia, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, da Universidade La Sapienza de Roma e do Albert Einstein College of Medicine de Nova Iorque, os meninos são mais “irrequietos” e “hiperativos”. “Apresentam acessos de raiva e birras”, “preferem brincar só”, “brigam com outras crianças”, “distraem-se com maior facilidade”, “mentem”, “enganam”, “roubam” e “são perseguidos por outras crianças”.

As meninas, por sua vez, mais frequentemente “têm consideração pelos sentimentos de outras pessoas”, “são mais prestativas com alguém que parece magoado”, “têm uma boa amiga”, “é querida por outras crianças” e “gentil com as crianças mais novas”, “pensam antes de agir” e “completam as tarefas que começam”. Portanto, de acordo com o estudo, as meninas se mostram mais resilientes que os meninos.

O projeto tem como objetivo principal revelar o retrato da saúde mental das crianças e adolescentes brasileiros, de forma a identificar fatores de risco e proteção que viabilizem medidas de prevenção e intervenção.

Em entrevista ao G1, o doutor em neurologia e diretor do Instituto Glia, Marco Antônio Arruda, disse que "há pessoas que não têm doença nenhuma, mas não têm saúde. Na saúde mental é a mesma coisa. A criança tem de estar em equilíbrio, ter comportamento e emoções que permitam que ela funcione normalmente e supere adversidades”.

O Instituto Glia pretende disponibilizar recomendações para contribuir com o desempenho escolar a educadores e responsáveis por elaborar políticas públicas na área da infância e juventude.

 
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